O preço do imóvel não é o custo total
Muita gente fecha negócio sem reservar dinheiro para as despesas que vêm depois do "sim". Esses custos extras costumam somar uma fatia relevante sobre o valor do imóvel — e precisam estar no seu planejamento desde o começo.
ITBI — Imposto de Transmissão de Bens Imóveis
É o imposto municipal pago para transferir o imóvel para o seu nome. A alíquota é definida por cada município e incide sobre o valor de venda ou o valor venal de referência (o que for maior). Sem o ITBI pago, o cartório não registra a transferência. Confirme a alíquota atual de Florianópolis ou de São José junto à prefeitura ou ao seu corretor, pois ela pode mudar.
Escritura pública
Quando a compra é à vista, é necessária a escritura pública lavrada em Tabelionato de Notas. O valor segue a tabela de emolumentos do estado, que varia conforme o valor do imóvel. Em compras financiadas, o próprio contrato do banco substitui a escritura, o que reduz esse custo.
Registro no Cartório de Registro de Imóveis
É o passo que efetivamente torna o imóvel seu. Sem registro na matrícula, juridicamente o imóvel ainda não é seu, por mais que o contrato esteja assinado. O custo também segue a tabela de emolumentos e varia conforme o valor do imóvel.
Outras despesas que podem aparecer
- Certidões do imóvel e do vendedor (para conferir se não há dívidas ou pendências);
- Eventual quitação de débitos de IPTU e condomínio em atraso;
- Custos do financiamento (avaliação do imóvel pelo banco, taxas administrativas);
- Mudança, reforma e mobília — o pós-compra também pesa no bolso.
Como se planejar
A recomendação prática é reservar uma margem sobre o valor do imóvel só para essas despesas de transferência, além da entrada. Assim você não corre o risco de fechar o negócio e descobrir que falta dinheiro para registrar. Um corretor experiente antecipa esses números antes de você assinar qualquer proposta.